Hoje, mais do que um artigo, trago-vos uma reflexão em torno de uma pergunta que tive à algum tempo atrás.

Acredita que uma pergunta pode mudar a sua vida?
Acredita que uma pergunta pode mudar a sua vida?

Nunca pensaria que uma pergunta tão simples iria mudar a minha forma de ver certas coisas ao meu redor, e consequentemente, como me alimento, como me sinto e a forma que vivo.

Que pergunta é essa?

Antes de mais, queria falar de como tudo de desenrolou.

Não me recordo ao certo de quando essa pergunta surgiu, mas quem me conhece sabe que sou uma pessoa que se questiona sempre de tudo, principalmente do que me intriga.

Sabem que sou também uma pessoa que, derivado do meu amor próprio e talvez um pouco de narcisismo até. Isto sem exageros, claro. Graças a isso, com o tempo fui aprendendo cada vez mais sobre alimentação e desporto, bem como saúde em geral.

Mas no meio de tanta perquisa, uma pergunta me surgiu:

“Porque nos alimentamos?”

É isso, foi essa a tal questão que me fez filosofar internamente secalhar durante dias, ou mesmo semanas. Não me recordo ao certo o quanto pensei acerca disso, só simplesmente recordo que foi bastante.

A primeira resposta

Provavelmente a maior parte de vocês, leitores, acharam a pergunta ridícula e responderam com uma das seguintes frases:

  • “Não quero morrer, como é óbvio!”
  • “Para ter energia.”
  • “Para continuar vivos.”

Essas foram as primeiras respostas que também me surgiram Todas essas respostas são afirmações verdadeiras, mas também respostas incompletas.

Desfocar na sobrevivência e focar na nutrição.

Se tirar-mos o foco da nossa resposta de questões relacionadas com a sobrevivência, mas sim olhar-mos para a pergunta como algo direcionado com nutrição, instantaneamente abre-se um leque de respostas diferentes.

Pense no nosso corpo como um carro. Se apenas colocar-mos no depósito combustível de má qualidade, cheio de impurezas e lixo, o carro igualmente vai circular. Mas isso vai afetar tanto a saúde do motor como a sua longevidade.

Boa comida ou má comida. Tu decides.

O nosso corpo não é muito diferente do funcionamento de um automóvel nesse aspecto.

Se erradamente, passamos o tempo a alimentarmos-nos com maus alimentos, de má qualidade, com maus nutrientes, que em nada vão ao encontro de aquilo que o nosso corpo necessita, estamos a comprometer duas coisas: a Longevidade e o correto funcionamento do nosso corpo.

Olhemos o exemplo dos atletas

Para levar esta pergunta ainda mais a fundo, podemos ver os atletas de alta competição como exemplo:

Eles tem uma alimentação muito controlada, e quanto mais alto o nível competitivo, mais rigorosa a alimentação que levam.

Para que precisam eles de uma alimentação tão rigorosa então?

Com o fim de melhorar o seu rendimento, sabem que o corpo vai responder melhor se tiver tudo o que necessita, da mesma forma que a carência de alguns nutrientes pode deixa-los para trás em relação aos seus rivais diretos!

Num nível de competição onde milésimos de segundo muitas vezes são a diferença entre o primeiro ou segundo lugar, os atletas precisam de ter a seu favor com tudo o que tiver ao alcance deles, seja a nível de treinos, bem como a nível de alimentação.

Claro que não precisamos de contar cada grama de proteína que ingerimos, ao contrário do que pode acontecer no mundo da alta competição, mas uma coisa é certa:

Ao alimentarmos o nosso corpo da melhor forma, ele vai responder da melhor forma.

Faça você mesmo o teste: experimente durante uma semana não ingerir açucares refinados, gorduras saturadas e ingerir mais fontes de vitaminas e minerais, como frutas e verduras!

E em relação à longevidade?

Compare os seguintes casos: Uma pessoa que não come qualquer tipo de fritos, e outra que come com regularidade.

Coloco agora a seguinte pergunta: Qual das duas terá as artérias mais limpas? Não preciso de responder, pois a resposta já é óbvia.

E quando falo das artérias, falo do coração, fígado e do corpo como um só.

Mas se o problema também fosse apenas alimentos fritos, a solução seria simples… Mas não é!

O problema maior está em (quase) todos os alimentos processados que temos à nossa disposição.

Quando vemos algum alimento à venda, temos de pensar no seguinte:

A empresa que o fez, fez-o para lucrar e ganhar dinheiro, de forma a crescer e a continuar no mercado. Para isso precisa de duas coisas: Baixos custos de produção, assim como ter um produto tentador para um possível cliente.

Para baixar custos de produção, irá usar:

  • Produtos baratos, como óleo de palma, farinhas processadas, e outras matérias primas que já perderam os seu valor nutricional em tantos processos que sofreram.
  • Conservantes, de forma a evitar que o produto perca a validade antes de chegar ao cliente.

Nada disto se revela bom para o nosso corpo. Mas como se não bastasse, o produto ainda tem de ser apelativo para ser vendido, e isso significa açucares, corantes e outros químicos adicionados.

Um bom exemplo é o seguinte produto. Se olhar-mos ao que ele contém, encontra-mos muitos quimicos e coisas que pelo menos eu, não quero na minha alimentação. Mas o pior de tudo, é que ainda há alimentos piores que esse…

Voltando a focar a pergunta novamente na sobrevivência

Lembra-se das respostas iniciais à pergunta que eu fiz?

Caso não se lembre, elas eram:

  • “Não quero morrer, como é óbvio!”
  • “Para ter energia.”
  • “Para continuar vivos.”

Depois do que foi aqui falado, pergunte-se agora:

  • “Porque alimenta-se com alimentos que de verdade não o/a alimentam?”
  • “Porque se alimenta com comida que o/a mata lentamente quando não quer morrer?”
  • Se come para ter energia, porque ingere alimentos que não vão de encontro ao que o seu corpo necessita?

Conclusão

Estas perguntas que ficaram agora em aberto, dariam discussão para muitos outros artigos, e quem sabe, no futuro farei artigos a responder a tais questões.

Por agora, deixo essas perguntas em aberto para que pensem sobre elas.